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Servidor do IAP é preso suspeito de interferir em investigações do Gaeco
Segundo o MP-PR, ele é investigado pela Operação Contrapartida, que apura prática de crimes de corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa
Por G1 | Postado em: 18/05/2019 - 06:41

Um servidor do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) foi preso nesta sexta-feira (17) em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, suspeito de interferir na coleta de provas e apuração de fatos, em investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Ele é investigado pela Operação Contrapartida, deflagrada em abril pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), que apura o envolvimento de particulares, empresários, profissionais liberais e funcionários públicos na prática dos crimes de corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

 

Relembre o caso

 

Em 23 de abril, o chefe e um servidor do IAP em Pato Branco, no sudoeste do Paraná, foram afastados dos cargos por determinação da Justiça.

Segundo o MP-PR, os investigados fecharam um acordo de R$ 30 mil com empresários que desmataram uma área de floresta de Araucárias, em Palmas, no sudoeste do estado.

"Eles aparentemente estavam procurando pessoas que estavam relacionadas com o fato, para convencê-las a falar coisas que viessem no interesse deles, faltando com a verdade", disse o promotor Roberto Tonon Junior.

Segundo o promotor, o chefe e o funcionário do órgão cobraram propina para aplicarem uma multa com valor menor da que deveria ser feita. Ainda conforme ele, os fiscais utilizaram empresas para lavar o dinheiro da propina.

Na época, o Gaeco cumpriu 21 mandados de busca e apreensão por crimes ambientais nas cidades de Pato Branco, Palmas e Irati, esta última na região central do Paraná. Durante a operação, documentos e celulares foram apreendidos.

Conforme o promotor, o MP deve oferecer a primeira denúncia nos próximos 15 dias.

 

O que dizem os citados

 

Por meio de nota, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) informou que o servidor foi afastado de suas funções na sede do órgão em Pato Branco, desde o final de abril, quando foi deflagrada a Operação Contrapartida.

Ainda conforme o órgão, "desde o início das investigações, o IAP atendeu às exigências do Ministério Público e está fornecendo todas as informações solicitadas pela investigação, atendendo à política de compliance adotada pelo Governo do Estado".

 
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